sábado, 29 de dezembro de 2018
Amizade
Amizade é companhia sem tempo
Não se sabe quando começa
E espera-se que nunca vá terminar
É o riso frouxo
O ombro seguro
É o puxão de orelha
Ou um cafuné
É quem lhe acha quando se perde
E quem você quer achar quando está só
É ficar à vontade
E nem perceber
É a simples vontade
De pertencer
Fazer parte de uma vida
Dividida em um instante
E apesar das idas e vindas
É a volta ao mesmo lugar (ninho)
É o diálogo despretensioso
O contar ansioso de notícias
É esquecer os minutos que não vê passar
E ter muitas horas de lembrança para guardar
Amizade não se define, porque não é finita
Não cabe em uma forma
Nem mesmo no coração
Pulsa tão alto fora
Que é impossível não ouvir
Como tudo que é infinito
É na alma que se faz sentir
Não se sabe quando começa
E espera-se que nunca vá terminar
É o riso frouxo
O ombro seguro
É o puxão de orelha
Ou um cafuné
É quem lhe acha quando se perde
E quem você quer achar quando está só
É ficar à vontade
E nem perceber
É a simples vontade
De pertencer
Fazer parte de uma vida
Dividida em um instante
E apesar das idas e vindas
É a volta ao mesmo lugar (ninho)
É o diálogo despretensioso
O contar ansioso de notícias
É esquecer os minutos que não vê passar
E ter muitas horas de lembrança para guardar
Amizade não se define, porque não é finita
Não cabe em uma forma
Nem mesmo no coração
Pulsa tão alto fora
Que é impossível não ouvir
Como tudo que é infinito
É na alma que se faz sentir
Literama
Vamos conversar?
Com versar...
Rimar minhas palavras nas suas
Não é literal, nem conjectura
É literatura
Desejo natural
De uma metáfora percorrida
Nas linhas que desalinham
Duas mentes que se buscam
A que lê e a que é lida
Enquanto um no outro
Se escrevem
Rimar minhas palavras nas suas
Não é literal, nem conjectura
É literatura
Desejo natural
De uma metáfora percorrida
Nas linhas que desalinham
Duas mentes que se buscam
A que lê e a que é lida
Enquanto um no outro
Se escrevem
Novidade
Quando ler já será passado
Novidade é assim
Dura a curiosidade
De quebrar uma rotina
Até que se torne rotina também
Ai não vale mais nada
Nem mesmo ser lembrado
Ou só o ser por convenção
Dura a curiosidade
De quebrar uma rotina
Até que se torne rotina também
Ai não vale mais nada
Nem mesmo ser lembrado
Ou só o ser por convenção
Acabou o tesão
A curiosidade já foi descoberta
E a porta escancarou
Escangalhou
Quebrou um galho
Até outra novidade
A curiosidade já foi descoberta
E a porta escancarou
Escangalhou
Quebrou um galho
Até outra novidade
Inversão
Já quis morrer
Até perceber que a pior morte
É não viver
O problema nunca foi a queda
Mas o medo de voar
Muito menos a dor
Porque se aceitarmos que ela nos define
Definhamos
Tudo é amor, mesmo quando não parece
Se exclui-lo da equação
Padece
As vezes, não sabemos dar
Em outras, nos fixamos no fato de não receber
Mas amor não se dá e nem se recebe
Ele não troca, nem faz troça
Ele simplesmente é
Sua melhor versão
Que só o pode ver: são
Até perceber que a pior morte
É não viver
O problema nunca foi a queda
Mas o medo de voar
Muito menos a dor
Porque se aceitarmos que ela nos define
Definhamos
Tudo é amor, mesmo quando não parece
Se exclui-lo da equação
Padece
As vezes, não sabemos dar
Em outras, nos fixamos no fato de não receber
Mas amor não se dá e nem se recebe
Ele não troca, nem faz troça
Ele simplesmente é
Sua melhor versão
Que só o pode ver: são
O amor quando chega
O amor quando chega é de mansinho
Rápida é a vontade de amar
Não faz alarde
Ele já faz a alma gritar
Não resulta de pegação
Ele pega a mão e lhe leva embora
Nem lhe vira do avesso
Porque já é a sua melhor versão
Se for mesmo amor
Nem força
Ele dá força e coragem
Nem precisa de insinuação
Nua? Só a ação.
Tão transparente que não consegue esconder
Há quem diga que está no coração
Mas ele nasce na testa onde todos conseguem ver
Amor quando é amor
Não complica
Ele faz a vida parecer simples só de estar ao lado
Alado porque também faz voar
O amor quando chega é assim
Você acha que é só um momento
Mas deseja que seja para a vida toda
Mamãe Noela
Não, não vim aqui falar do bom velhinho e sua roupa vermelha (que pela falta de uma mulher anda sem estilo e todo ano se repete). Vim falar das inúmeras mamães “Noelas”, que são pais e mães. Que não trazem presentes, elas são presentes na vida dos filhos, diferente de alguns pais que estão por ai voando em algum trenó. Elas não precisam de chaminés, porque o coração delas é a casa inteira! E a casa do coração se entra pela porta! Essas mamães não vivem no Polo norte. É frio demais para sentimentos tão quentes e acolhedores. E nem precisam de duendes como trabalhadores, elas trabalham por um batalhão deles. Mamães Noelas não são vistas uma vez no ano, mas existem o ano inteiro, mesmo que muitos não valorizem o imenso esforço diário que fazem. Elas não tem uma barba para disfarçar o sorriso que se esforçam para dar, apesar de tantas dificuldades que enfrentam sozinhas. Infelizmente, muitas sequer recebem reconhecimento à sombra de um Papai Noel que só pode ser visto depois da meia noite! Elas não se esgueiram na escuridão, elas são a luz, 24 horas por dia e dão a cara, o corpo e a alma à tapa! Fazem barulho não porque precisem chamar atenção, mas porque as vezes é preciso falar alto para educar. Silêncio é omissão de quem senta em um trono e faz carinho no cabelo recompensando uma má ação com um brinquedo. Mamães Noelas sabem sua responsabilidade! Não vestem fantasias, mas estimulam a fantasia das crianças de serem adultos melhores. Então como diria a Simone: É Natal. Que lembremos todas aquelas que carregam a manjedoura no ventre e suportam uma cruz por dia para fazer este mundo feliz.
O artista
A arte nos divide em dois
A parte vista e a velada
O eu que assina e o ego que é assassinado
A pessoa conhecida por um quadro manchado
E o desconhecido de um retrato 3x4
A vida dividida
Que se multiplica
Em vidas que não participa
Arte não faz biografia
Ela emociona pela fantasia
De emprestar de um ninguém
O valor dos sentimentos
Que dá importância à um alguém
De ressignicar vazios que não foram ouvidos
Ou conversas não compartilhadas
Em um colo feito de papel
É só imaginação
Mesmo quando realidade
Que dá voz ao que outros sentem
Mesmo que nenhuma voz
Sente com eles
A parte vista e a velada
O eu que assina e o ego que é assassinado
A pessoa conhecida por um quadro manchado
E o desconhecido de um retrato 3x4
A vida dividida
Que se multiplica
Em vidas que não participa
Arte não faz biografia
Ela emociona pela fantasia
De emprestar de um ninguém
O valor dos sentimentos
Que dá importância à um alguém
De ressignicar vazios que não foram ouvidos
Ou conversas não compartilhadas
Em um colo feito de papel
É só imaginação
Mesmo quando realidade
Que dá voz ao que outros sentem
Mesmo que nenhuma voz
Sente com eles
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