terça-feira, 8 de julho de 2014
Homenagem às mães
Mãe,
Nasci por você e até o ultimo dia da minha vida, morreria por você. O seu beijo é o primeiro raio de sol a me despertar e o último feixe de um luar a me adormecer. Sua presença em minha vida define as estações de quem eu fui, de quem eu sou e de quem ainda serei.
Meu primeiro choro foi a partida de seu ventre. Meu primeiro sorriso foi ser recebido em seus braços. A primeira palavra que aprendi foi amor e com este amor me apresentou o mundo. Aprendi a falar para pronunciar: mãe! Meus primeiros passos foram em sua direção e por mais que a vida dê voltas, sempre torno ao seu encontro.
Com você aprendi que amor também é sinônimo de renúncia. Renunciou seu tempo para me dar atenção e carinho, abdicou com trabalho para nada me faltar. Sorriu quando queria chorar, me demonstrando força diante das dificuldades. Disse ter, quando carecia, apenas para que jamais abandonasse meus sonhos, muitas vezes utópicos. Tantas vezes esqueceu de você mesma para lembrar de mim.
A criança se transformou em homem, mas diante da dor e da dúvida, como um menino, torno ao seu colo em busca de conselhos. Sempre pareceu saber tudo, mas provavelmente porque você é a referência de tudo para mim.
Se algum dia, cometi a injúria de reclamar sobre sua árdua tarefa materna, acredite foi por medo de sua ausência ou pela minha incapacidade de fazer o impossível pela sua eternidade ao meu lado e sua felicidade constante.
Gostaria de lhe presentear, mas que presente é maior do que uma vida? O que escolher, quando eu fui escolhido por você? Tudo faço, porque você fez tudo por mim! Tudo tenho, porque você deu tudo para mim. Minha vida é reflexo da sua.
Enfim, sou a semente de um amor jurado no altar. Sou o eco de sua voz que hoje repete para você, mãe: “Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte nos separe (temporariamente).”
Arte da superação
As dificuldades são as verdadeiras oportunidades de exercitar tudo aquilo que temos aprendido. Podemos ser vítimas, nos anular em lamúrias, sem aprender o valor de cada momento ou assumir a luta e como autor, ser responsável pela própria história. Muitas vezes, queremos o fogo, mas nos lastimamos por só ter galhos e pedras. Tudo é possível com uma faísca de vontade.
Reminescências
Manifestamos nossas lembranças em cada gesto
Trazendo a tona personalidades perdidas no tempo
O que sou hoje é um retalho dos muitos que ontem vivi
E precisei esquecer para recomeçar
Um novo corpo com antigos pensamentos
Um novo ideal em um velho espirito
O personagem vive até que as cortinas cerrem tal espetáculo, as luzes se apaguem, os aplausos se silenciem e o figurino fique caído no chão,
Libertando o ator para novas e infinitas oportunidades de atuação no palco da eternidade
Sincronicidade
Em um mesmo bairro, porém em lugares diferentes...
10:00 - Carlos disca o número errado. Marina atende. Sendo engano, ambos desligam o telefone. Eles não se conhecem.
11:00 - Marina decide passar numa feira, atividade que nunca realiza. Carlos é chamado as pressas para uma reunião no trabalho.
12:00 - Marina, enquanto caminha, recebe uma ligação no celular de uma grande amiga, que não via há tempos. Carlos dirige rumo a empresa, quando o telefone toca, trazendo um problema em seu banco, que o desconserta. Ambos estão distraídos.
12:30 - Sem observar o semáforo fechado, Carlos avança. Marina é atropelada por ele.
13:00 - Carlos conduz Marina ao hospital. Ele abalado emocionalmente pelo acidente provocado. Ela atordoada fisicamente pelo trauma sofrido.
14:00 - Marina faz uma série de exames, que atestam não ter sofrido nada grave. Carlos aguarda ansioso por uma posição dos médicos.
14:30 - Marina e Carlos, mais calmos, se reencontram. Ela agradece e ele se desculpa. Se abraçam constrangidos, enquanto se despedem.
Um ano depois, se casariam...
Caminhada Noturna
Transitava pela noite. As ruas estavam silenciosas, umedecidas da garoa que houvera caído poucos momentos antes.
Poucos pedestres eram avistados, mas quando algum solitário passava, motivava reflexões do porquê de ali estarem.
Olhos evitavam encontros, esgueirando-se pelas sombras, quase assustados, em um ritmo acelerado.
Na escuridão nos encontramos com nós mesmos, defrontamos com nossos medos, acendendo a luz da inspiração interior.
Nos tornamos observadores do entorno em um instinto de proteção, como um casulo, que nos resguarda até que as asas de um novo dia possam ser abertas. Sonhamos no entardecer, realizamos a cada nova manhã.
E nessas reflexões tardias, o destino se aproxima. A lua, agora, fica do lado externo, como o olhar de uma guardiã na fechadura do céu.
Tranco a porta, fecho os olhos até um espreguiçar solar....
Reticências
Quando o silêncio fala
A voz se cala
Em um sentimento que enternece
Através das teias que tece
Com as Linhas invisíveis do destino
Trilhas do Tino em reticência...
Diretrizes
Dirigir é discernir no agir
Condução sem iniciativa é ação perdida
Assim, corrige sem rigidez
Transforma com afeto, mas forma sem afetação
Coordenar é ordenar em cooperação
Colabora, mas elabora e ora
Embarca com a tripulação, sem embargos das tribulações
Arca com as responsabilidades, ciente das limitações das próprias habilidades
Quem delega, deixa um legado
Filosofia das Partes
Refletindo sobre os mistérios do dia e da noite: Sorrimos com a chegada de pessoas que como o sol se erguem por trás das montanhas e choramos com a ausência que como a lua, muitas vezes é misteriosa. O dia revela, mas a noite mantém encoberta. O amanhecer afasta as sombras, mas no anoitecer, a escuridão traz dúvidas e incertezas. O dia apresenta o espirito, a noite oculta os corpos.
Talvez por isso, o dia pareça sempre um começo, repleto de esperança. Mas a noite é sempre o fim, uma apreensão e ansiedade para o próximo dia que não saberemos o que esperar. Vivemos e morremos diariamente. Ganhando um novo dia e perdendo o que passou. Ganhando um futuro, perdendo um passado. E o presente ali no meio, inteiro, o todo, o interlúdio do eu, que é o exato instante entre o dia e a noite. Momento que a lua e o sol aparecem juntos no céu.
Viver é a arte de se equilibrar entre as dualidades, construindo pontes entre as extremidades, para dar continuidade ao caminho interrompido temporariamente por um rio chamado Decisão. Prosseguir é pró(além ou mais) + seguir, ou seja, seguir adiante, além dos horizontes...Até que a metade do que somos encontre o preenchimento das lacunas perdidas no tempo e passe a ser inteira em si mesma...Neste instante, o amor que se dividia em dois corpos, passa a ser inteiro em apenas um...E enfim a doação se torna universal... ou uno verso de amar...Sem mais separações, divisões ou perdas...
Consciência
"Que minha vontade determine meu presente
Mas não crie expectativas sobre meu futuro
Que eu lembre sempre a benção de estar em um corpo
Mas não permita que eu o confunda com quem sou
Que minha alegria não ofusque meus dias de dores
Mas que diante da tristeza, tenha certeza que esta também passará
Que agradeça diariamente as oportunidades recebidas
Mas ciente que dificuldades fazem parte das mesmas
Que eu lute contra as minhas imperfeições
Mas sem esquecer as qualidades já conquistadas
Que eu tenha a paciência de esperar sempre
Mas que não seja pela motivação do ócio e apatia
Que o amor vigore em minhas ações,
Mas sem cobranças infundadas
Que a humildade norteie meus passos
Mas sem servir de máscara para meu orgulho
Que eu enfrente os desafios com aceitação
Mas sem a vitimação infértil que me isenta da responsabilidade
Que eu conheça o meu real tamanho no universo
Mas sem ignorar ser uma criação única de Deus"
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