Ludibriado pela sede de aparênciasEmbriagado pela ingestão de lágrimasTenta abster-se de uma dose do momentoMas o vício por um copo de realidadeFaz sua lucidez cambalear
Logo seus lábios embalam
Gelada e espumante tristeza,
Novamente volta a provar o amargo sabor,
Que fervilha em sua garganta
Aliviando, Anestesiando, Eliminando a dor
De só pensar..pensar...pen...sar...p...r..
"A timidez é o monastério da almaSilenciamos para ouvir e meditamos para nos encontrar"
Por onde anda a temperança que já fez parte da criança que fomos um dia?A curiosidade de quem se encanta com o que vêQue canta uma melodia e faz chover Que transforma tecidos em cabanas, onde panos são tijolosSorri com facilidade, risos como guizos singelose compreende a diversidade sem o flagelo da dificuldadeQue rola sem medo de se sujar e quando chora é apenas um interlúdio para brincar
Que cai e se levanta sem ver o tempo passar e desmorona na cama com a noite que paira no ar
Por onde andam os sonhos que nunca são grandes demais?
Que faz do presente uma aventura diária em que nunca estamos ausentes
Na ventura de não ser sedentário, de ir e vir sem as desculpas imaginárias
De quem da vida só espera a intensidade de rabiscar
e ainda sem saber desenhar, faz uma obra prima
A criação é o parto da arte que vive no ventre do pensamento.É a geração espontânea do amor que entrega os filhos ao mundo após tê-los criado.É a voz que emerge do silêncio, rompendo os grilhões do comodismo pelalibertação da alma.Arte é a vida que renasce da morte ou desdobra o além, pois todo fiminspira um novo começo! É a companhia dos solitários, o fruto que
sacia a fome do espírito e a Divina Providência ecoando no reduto do
ser, conduzindo seus passos pela valsa do sentimento.
Arte é a lagrima legitima ou o sorriso desprendido que reproduz a
realidade dos sonhos. É a vela que aquece e orienta na escuridão tal
estrelas na noite em barcos sem direção!
A arte é a forma esculpida da semente que rompendo as adversidades da
terra, germina em pinceladas de pétalas multicoloridas que atraem a
melodia dos aplausos que celebram a existência.
A carência é como beber a água do mar. Ainda que a sede nos leve a bebê-la, não conseguimos saciá-la. E buscando eliminar as lacunas de nossa represa emocional, tentamos preenchê-la com soluções imediatas e ilusórias: os vícios.Todo vício é um ciclo repetitivo que instauramos, alimentando um falso prazer, na ânsia de silenciar os vazios existenciais.Drogas, bebidas, jogos,...são vertentes conhecidas do extremo que podemos nos subjugar, mas e os vícios silenciosos?
A carência de estima, gerando uma imagem distorcida e uma consecutiva necessidade de fixar-se na aparência ou na superficialidade. A falta de reconhecimento do valor interno, saciado pela valorização do mundo externo, incluindo o próprio corpo.
A carência de ideal, que nos aprisiona a radicalismos ou fanatismos, pregando "lutas" pelo medo de perder o motivo para acreditar.
A carência do ter, expresso pelo medo do vazio, buscando suprir com os excessos de consumo, acúmulos, gastos infindáveis ou mesmo uma alimentação desregulada
A carência da companhia, que faz com que busquemos muitas pessoas, ainda que uma vida rica social, oculte uma solidão "rodeada".
A carência de amor, que necessitando receber, faz tudo por todos, ainda que se esqueça de si mesmo.
A carência de solidariedade, que torna o homem vítima do seu própria destino, utilizando as suas fragilidades para comover a boa vontade alheia.
A carência de individualidade, assumindo papéis na vida que não nos pertencem, satisfazendo o ego e anulando o EU.
A carência de tempo, que faz o homem correr, sem ver o caminho pelo qual percorre
A carência de paz, que gera uma guerra interna, que se rebela contra a ordem do mundo.
A carência de mudanças, que transformando tudo ao redor a todo instante, não consegue se libertar dos mesmos conceitos, ideias, etc...
A carência de fé, que tenta racionalizar tudo, sem encontrar razão para o sentido da vida.
Tudo começa e termina em nós mesmos. Que a nossa carência, não oculte nossas verdadeiras necessidades. Ousemos encarar nossas fragilidades, sem disfarça-las com a força dos vícios. Evitando o labirinto das reações, optando pelo caminho reto de agir.
Não há vazios, onde estamos presentes.
Foste criado para ser um espirito ÚNICO e pela incompreensão se DIVIDIU em vários corposFoste forjado no fogo do amor e através dele te tornaste a manifestação da criação suprema de Deus, mas na ignorância de quem és, esqueceste tua origem, relutando incessantemente a amar e reconhecer o Ser Infinito que partilhas dentro do teu serRecebeste a eternidade, mas sem valorizá-la repartiu o tempo em ciclos finitos que denominaste de TEMPO
Recebeste o Universo a desdobrar-se diante de ti em miríades infinitas de galáxias e sóis, mas a cegueira circunscreveu teus passos num pequeno reduto que julgas o mais expressivo orbe do teu sistema solar, chamado TERRA
Para que jamais te sentisses sozinho, enquanto mergulhado nos mares da vida, a magnânima Providência te confiaste uma sombra inseparável e a colocou sob teus pés, mas mesmo olhando para baixo, raramente elevando os olhos ao alto em gratidão, maldizes a estrada que te foste confiada.
Surpreendeste tua consciência com as descobertas da imensidão do planeta chamado CORPO HUMANO, mas ainda repudias a existência, definindo tamanha complexidade como obra do acaso.
Negaste a lógica da simplicidade criando razões para a complexidade, e nisto, avaliaste injusto os processos naturais que transcorrem no fluxo da evolução
Quem és? Quem estás? Um antigo filosofo já asseverou: "Conhece-te a ti mesmo"
Eis a chave para tuas libertações, pois grafado na humanidade tais palavras ainda ecoam: "...e a verdade te libertarás"
"Cada um determina o seu próprio limite. Um arco-íris tem 7 cores. A escala musical 7 notas. No entanto, milhares de músicas e cores são criadas a cada dia. O espaço entre limites é o infinito"
Sou a lágrima aprisionada nos olhos, que teme cair fazendo ruído no chão.Sou o coração partido que se encolhe frente o estender de uma mão.Sou o pensamento aprisionado no lar, quando este deveria ser minha liberdade.Sou a boca trêmula que balbucia súplicas de compreensão.Sou todas as crianças e mulheres do mundo, exilados na dor que arregala os olhos diante de desconhecidos, rogando a sensibilidade de alguém que pudesse lê-los.
Mas neste instante, me converto no apelo silencioso de Deus, chamando os homens para as suas responsabilidades diante das flores.
A terra que não for cultivada, adormecerá e os rios no qual detritos atirarem, secarão.
Não indenizem a insegurança do interior com a ameaça exterior. Na certeza que a violência é o ato que viola a consciência. A mente que dispara é a primeira que sofre o impacto, assim como quem lança lama, suja primeiro as próprias mãos.
As relações são espelhos do que somos, assim se pergunte: Quem vê quando olha o outro?
Então ofertem gentilezas e amem, para que o desabrochar do coração, exale o perfume da existência pela compreensão de cada ser.
Sempre considerei que o papel da mulher na história é muito maior do queinjustamente a retrataram.As primeiras civilizações eram matriarcais. O simples fato de ser capaz degerar a vida, as faziam regentes naturais. Quem cuida de uma vida, naturalmentelidera muitas outras!Através dos mitos e lendas, lentamente se instaurava o patriarcado, destituindo a
sensibilidade e intuição feminina pela força bruta, dominação e poder masculinos. Com os homens, nasceram as guerras.
Na mitologia grega, os Deuses-Pai devoravam seus filhos recém nascidos com medo que viessem a ocupar o seu lugar. Qual a mãe faria o mesmo?
Eva injustamente foi acusada de ter condenado a humanidade. Mas se ela incitou o homem a comer a maça do conhecimento, deveríamos ser gratos a ela, por ter nos salvado da ignorância. História similar na cultura grega, acusa Pandora de ter aberto a caixa que libertou os males sobre o mundo. A caixa esvaziou só restando a esperança. A mulher é de fato a esperança do mundo.
Jesus foi traído por um apostolo, negado por outro, dois dormiram enquanto os romanos chegavam para o prender e um ainda requisitou ver as chagas para crer em sua aparição. As únicas que estiveram até o derradeiro momento da crucificação foram mulheres. E depois da morte, podendo ter escolhido qualquer um de seus seguidores, foi Maria de Madalena a primeira a receber as boas novas.
A capacidade de abstração feminina aliada a delicadeza sempre as conferiram um grande sentimento de religiosidade. E novamente, os homens com medo da força que não viam, da curiosidade, instinto de libertação e elevação da mulher, as perseguiram.
Maomé condena suas mulheres a velarem completamente seu corpo, preocupado que uma de suas esposas o traíssem(ele podia ter mais de um casamento) e atribui tal exigência a uma mensagem de Deus.
As primeiras cristãs eram condenadas a arena e devoradas por leões. E a Igreja nascente rapidamente instituiria o confessionário para controlar e espionar os pensamentos. Novamente as mulheres sofreriam com tal instrumento. Mais a frente na história, este mesmo ato, as condenaria pelos ideais libertários a bruxaria. A mulher intimidava os homens e por sua vez o poder.
A Igreja, preocupada com a divisão dos seus bens entre famílias, uma vez que a esposa era responsável pelos bens do marido quando faleciam, proibiu o casamento de seus sacerdotes e exigiu o celibato. O casamento se tornava para os representantes eclesiásticos, um pecado e para a sociedade,
uma exigência. O casamento além de favorecer acordos e alianças políticas, no principio, também determinava que a mulher fosse posse do homem. O mesmo anel que era usado no gado para representar propriedade, passava a ser usado para delimitar as funções e papel da mulher em cada lar.
Gradualmente o patriarcado, silenciava e controlava os passos da mulher. Mas a inteligência emocional feminina, sabiamente aprendeu a induzir e manipular as decisões. A mulher agia nas sombras, mas determinaram muitas luzes no caminho. Conselheiras natas, construíam e conduziam os homens sem que percebessem.
Mesmo na guerra, a visão estratégica feminina, foi grande aliada. Joana D'Arc foi um exemplo deste talento. E teria estendido suas conquistas se não a tivessem apagado em uma fogueira.
O tempo passou e como todo extremo tende a se equilibrar, o patriarcado se desgastou e como um pendulo, voltando as origens, a mulher reassume o seu papel e liderança.
Atesta o poeta Victor Hugo: "O homem está onde termina a terra, a mulher onde começa o céu." Que possam os homens assim, merecer asas para alcançá-las.
"Podemos não ter presciência do futuro, mas as nossas escolhas o determinam"