quarta-feira, 4 de outubro de 2017
A falta do amor
Não amar deliberadamente ou por convicção, é um erro de percurso de quem ama na contramão.
Que segura o melhor para o melhor que espera
Mas fica com o que segurou e com a espera, mas sem o melhor.
Dá metade do que sente, mas não entende porque não recebe um inteiro de volta.
Não há espaço, se uma parte de si está ocupada em fazer apartes no outro.
Seleciona tanto que fica sem escolhas. Distribui culpas para evitar desculpas. Afinal, que culpa tem o amor, se o divide entre devoção e vocação? Entre fábula e provação?
Sem contradição, tudo é a tradição do olhar.
O amor não toma partidos, nem se parte, porque ele é a melhor parte!
Ele não tem lado, pois está em todos os lados.
E não se revela para quem não o vela.
Não aguarda fora, o que guarda dentro.
Enfim, o amor não é fraqueza e nem para os fracos, pois só o consente, quem sente!
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Contra espera
Temos o estranho costume de abraçar os resultados, mas nunca nos apegamos ao processo que leva a eles...
O processo que embora doloroso como toda poda, nos faz crescer e ser melhores. Nos apegamos tanto às nossas dores, que somos incapazes de viver às pequenas felicidades, que recebemos com desconfiança. Apontamos as impossibilidades, sem perceber as possibilidades que nascem em nós e viviam adormecidas até que o improvável nos chamasse a atenção.
Uma bagunça das nossas certezas, uma ruptura dos mantras e crenças que repetimos continuamente como vitimas da verdade. Gostamos da mentira de uma comodidade que parecendo justificar o sofrimento é algoz e nos açoita. Masoquismo? Não! Apenas apegos às certezas conhecidas. Tememos pisar em solos desconhecidos e na "terrível" consequência que pode advir. Um medo de viver a diferença, que nos faz perder também as oportunidades à felicidade, resultando em experiências "iguais". O problema nunca foi a perda de alguém, a distância em um relacionamento ou o que nos foi dito... o problema é o que passamos a nos dizer sucessivamente, nos perdendo e distanciando de nós mesmos. Idealizando uma situação perfeita em um mundo imperfeito (nosso e do outro).
A vida não espera que mudemos. Ela nos mudará, querendo ou não. Amando ou sofrendo, chorando ou sorrindo.... Mudaremos!
Não esperemos o tempo certo... Todo tempo é o certo! Prudência não é evitar os riscos, mas ter atenção no caminho! Porque não é o fim que importa, mas a importância que atribui a cada passo.
O processo que embora doloroso como toda poda, nos faz crescer e ser melhores. Nos apegamos tanto às nossas dores, que somos incapazes de viver às pequenas felicidades, que recebemos com desconfiança. Apontamos as impossibilidades, sem perceber as possibilidades que nascem em nós e viviam adormecidas até que o improvável nos chamasse a atenção.
Uma bagunça das nossas certezas, uma ruptura dos mantras e crenças que repetimos continuamente como vitimas da verdade. Gostamos da mentira de uma comodidade que parecendo justificar o sofrimento é algoz e nos açoita. Masoquismo? Não! Apenas apegos às certezas conhecidas. Tememos pisar em solos desconhecidos e na "terrível" consequência que pode advir. Um medo de viver a diferença, que nos faz perder também as oportunidades à felicidade, resultando em experiências "iguais". O problema nunca foi a perda de alguém, a distância em um relacionamento ou o que nos foi dito... o problema é o que passamos a nos dizer sucessivamente, nos perdendo e distanciando de nós mesmos. Idealizando uma situação perfeita em um mundo imperfeito (nosso e do outro).
A vida não espera que mudemos. Ela nos mudará, querendo ou não. Amando ou sofrendo, chorando ou sorrindo.... Mudaremos!
Não esperemos o tempo certo... Todo tempo é o certo! Prudência não é evitar os riscos, mas ter atenção no caminho! Porque não é o fim que importa, mas a importância que atribui a cada passo.
Contra pedido
É estranho pedir isso, mas poderia devolver minha insanidade?
Não sei se quero ser lúcido em um mundo anormal, que se envergonha da tristeza e esconde suas lágrimas ou que exalta o sorriso, mesmo quando não é real.
Não gosto desse lance morno, sem entrega e intensidade, que se compraz na aprovação de estar "bem". Essa apatia que chamam de normalidade, mas que eu não sinto nada, nem que estou vivo. Mesmo na pior das dores, sinto alguma coisa. Não sentir é nulidade!
É como saber que não existimos e que a realidade é ilusão!
As pessoas não bebem para esquecer? Então me devolve o cálice da minha loucura. Prefiro me embriagar da arte do que sinto à ser sóbrio no desamor das aparências.
Não sei se quero ser lúcido em um mundo anormal, que se envergonha da tristeza e esconde suas lágrimas ou que exalta o sorriso, mesmo quando não é real.
Não gosto desse lance morno, sem entrega e intensidade, que se compraz na aprovação de estar "bem". Essa apatia que chamam de normalidade, mas que eu não sinto nada, nem que estou vivo. Mesmo na pior das dores, sinto alguma coisa. Não sentir é nulidade!
É como saber que não existimos e que a realidade é ilusão!
As pessoas não bebem para esquecer? Então me devolve o cálice da minha loucura. Prefiro me embriagar da arte do que sinto à ser sóbrio no desamor das aparências.
O mistério das relações
O interesse em qualquer relação está na capacidade de nos fazer sentir interessantes. Desde a conversa interminável, que por mais que fale parece sempre pouco ao olhar que torna tudo familiar. Não há desinteresse, sumiços e silêncios. Esperas e respostas monossilábicas. Tudo é encontro e descoberta. Não há impossibilidades. O impossível é ficar sem a presença. Até porque presença é mais do que estar perto. As vezes, os mais próximos, estão ausentes. É o cuidado e atenção que torna importante a maior banalidade! Que ri, mesmo quando não há graça. Porque a graça não está no que se diz, mas no que sente. E sentimento é conexão. Relações quando não são assim, são ilações, mas sem laços.
Encontros
As melhores pessoas que conheci na vida, não esperei, surgiram do nada! Dos lugares mais inesperados e sem convite! Não pediram licença, entraram e sentaram com as pernas para o alto! Não importava se estavam a poucos metros ou muitos quilômetros, elas se faziam presentes. Não esperavam uma mensagem para chamar, aliás não precisavam chamar, nem falar nada, pois estavam sempre lá, mesmo caladas!
Talvez por não haver expectativas, tudo fluía e era espontâneo. Não era preciso pensar no que falar, o diálogo simplesmente acontecia. Não era preciso um momento adequado, toda hora era hora. Motivos? Estar junto era um motivo! Não havia jogos de interesse, ou pior, não havia "desinteresse"...
Se perguntava tudo sem receios ou melindres por más interpretações (aliás interpretação virou um problema sério contemporâneo). Não havia tempo marcado para durar uma conversa, muitas vezes, virava o dia! Nada era unilateral ou exigia um esforço imenso para acontecer (o que mesmo com esforço hoje, não acontece).
Acho que com o advento das redes sociais com uma superficial descrição pública, viramos uma ficha cadastral. Muitos não se interessam em se aprofundar, como se tudo que precisasse saber, estivesse ali.
Mas o que precisamos saber, vive nos detalhes da convivência, do cuidado e da atenção, que não precisa de curtidas, mas de presenças que fiquem "online" na vida, mesmo que "offline" das redes.
Talvez por não haver expectativas, tudo fluía e era espontâneo. Não era preciso pensar no que falar, o diálogo simplesmente acontecia. Não era preciso um momento adequado, toda hora era hora. Motivos? Estar junto era um motivo! Não havia jogos de interesse, ou pior, não havia "desinteresse"...
Se perguntava tudo sem receios ou melindres por más interpretações (aliás interpretação virou um problema sério contemporâneo). Não havia tempo marcado para durar uma conversa, muitas vezes, virava o dia! Nada era unilateral ou exigia um esforço imenso para acontecer (o que mesmo com esforço hoje, não acontece).
Acho que com o advento das redes sociais com uma superficial descrição pública, viramos uma ficha cadastral. Muitos não se interessam em se aprofundar, como se tudo que precisasse saber, estivesse ali.
Mas o que precisamos saber, vive nos detalhes da convivência, do cuidado e da atenção, que não precisa de curtidas, mas de presenças que fiquem "online" na vida, mesmo que "offline" das redes.
"Em um relacionamento sério"
Se não há relacionamento
Pareço estar de brincadeira?
Ou a brincadeira é dizer
Que só, você não é sério?
Sério é ser responsável?
Ou fazer uma declaração pública?
Mas há quem não seja sério na vida privada
Essa não é publicada
Precisa parecer sério
Mesmo que o valor dado
Não passe de uma postagem
Isso é realmente sério...
Sério é atenção e cuidado
É não deixar na mão
É dedicação e respeito
E isso não precisa de divulgação
Não só pelo outro
Mas também por si mesmo(a)
Não seria melhor outro título?
Para não gerar confusão...
Substituir 4 palavras
Por 4 letras: amor?
Amor não faz distinção
Se é um caso próprio
Ou propriamente um casal
Ele sempre basta
(Mesmo que não mude o status)
Pareço estar de brincadeira?
Ou a brincadeira é dizer
Que só, você não é sério?
Sério é ser responsável?
Ou fazer uma declaração pública?
Mas há quem não seja sério na vida privada
Essa não é publicada
Precisa parecer sério
Mesmo que o valor dado
Não passe de uma postagem
Isso é realmente sério...
Sério é atenção e cuidado
É não deixar na mão
É dedicação e respeito
E isso não precisa de divulgação
Não só pelo outro
Mas também por si mesmo(a)
Não seria melhor outro título?
Para não gerar confusão...
Substituir 4 palavras
Por 4 letras: amor?
Amor não faz distinção
Se é um caso próprio
Ou propriamente um casal
Ele sempre basta
(Mesmo que não mude o status)
A procura por alguém
"Você gosta de azeitona? Qual sua música preferida?"
Perdemos tanto tempo procurando alguém fora de nós, que esquecemos esse alguém que já habita intimamente.
Esse alguém que também precisa ser descoberto. Não pelas azeitonas (por sinal, prefiro sem caroço), mas por alguém que não exige nada que não seja simplesmente sermos! Ele já está ali, não precisa chegar e se adaptar à uma vida, aliás fizemos juntos aquela que vivemos. Um alguém que não parte diante das turbulências ou por não gostar de algo em nós (mesmo quando não gosta) e nem espera que mudemos só para agradar as expectativas. Um alguém que mora, vive e morrerá por nós, mas que vive esquecido, oprimido entre sonhos e feridas.
Um alguém tão próximo que acaba mais distante do que nossas buscas exteriores sem fim. Porque esse alguém é tão infinito, que acaba se fixando no finito que reside além. Esse alguém também mudará e nós precisaremos conhecê-lo muitas vezes, através de cada experiência que passarmos, mas está ali, ao lado, ou melhor, do lado de dentro! Não faz jogos, cenas ou personagens, ele é o próprio autor!
Enquanto buscamos no mundo, o mundo que vive em nós, tudo será repetição. E seguiremos repetindo as mesmas perguntas, mesmo que intimamente saibamos que as respostas que procuramos não estão ali.
Perdemos tanto tempo procurando alguém fora de nós, que esquecemos esse alguém que já habita intimamente.
Esse alguém que também precisa ser descoberto. Não pelas azeitonas (por sinal, prefiro sem caroço), mas por alguém que não exige nada que não seja simplesmente sermos! Ele já está ali, não precisa chegar e se adaptar à uma vida, aliás fizemos juntos aquela que vivemos. Um alguém que não parte diante das turbulências ou por não gostar de algo em nós (mesmo quando não gosta) e nem espera que mudemos só para agradar as expectativas. Um alguém que mora, vive e morrerá por nós, mas que vive esquecido, oprimido entre sonhos e feridas.
Um alguém tão próximo que acaba mais distante do que nossas buscas exteriores sem fim. Porque esse alguém é tão infinito, que acaba se fixando no finito que reside além. Esse alguém também mudará e nós precisaremos conhecê-lo muitas vezes, através de cada experiência que passarmos, mas está ali, ao lado, ou melhor, do lado de dentro! Não faz jogos, cenas ou personagens, ele é o próprio autor!
Enquanto buscamos no mundo, o mundo que vive em nós, tudo será repetição. E seguiremos repetindo as mesmas perguntas, mesmo que intimamente saibamos que as respostas que procuramos não estão ali.
Dia nublado
Quando você pensa que é muito o pouco
Ou que o silêncio é quase palavras
Ou que o silêncio é quase palavras
Quando o sorriso se esconde entre cascatas de lágrimas
Ou nem ouve o que dizem, porque seus pensamentos não param de falar
Ou nem ouve o que dizem, porque seus pensamentos não param de falar
Quando as forças vacilam e apatia é modo de viver
Ou desacredita no que até então foi certeza
Ou desacredita no que até então foi certeza
Nesses dias, o intimo se embriaga do profundo
E o raso morre de sede
É saída do sonho da realidade
Preenchimento com presença dos vazios que dormem
E o raso morre de sede
É saída do sonho da realidade
Preenchimento com presença dos vazios que dormem
No lançamento
Que abre os braços
Em queda livre
Sem saber onde chegar
Que abre os braços
Em queda livre
Sem saber onde chegar
Perdido
Há momentos
Que o corpo é casca
A alma vaga
Logo divaga
Sem rima....
...É lagrima
Parte perdida ali
Desencontrada acolá
Só para se achar
Enterrada em algum lugar
No tempo que não passa
No espaço que não muda
E uma forte intenção de voltar
Para alguma parte do mundo
Ou um profundo abraço
Que pudesse chamar de lar
Que o corpo é casca
A alma vaga
Logo divaga
Sem rima....
...É lagrima
Parte perdida ali
Desencontrada acolá
Só para se achar
Enterrada em algum lugar
No tempo que não passa
No espaço que não muda
E uma forte intenção de voltar
Para alguma parte do mundo
Ou um profundo abraço
Que pudesse chamar de lar
Sobre publicar
Não quero reservar nada
Quero doar tudo
Não levarei nada com a morte
Que pelo menos minhas palavras, vivam
Se um dia, pensar em publicar um livro
Pode ser que nada seja inédito
Mas nada é novo para mim
E se alguém ainda lembrar do que foi escrito (o que duvido)
Talvez, encontre em minhas linhas, novo sentido
Porque até meus sentimentos mudaram
E a mesma frase, nunca é igual em dois momentos distintos
Mas sempre me dizem: "podem roubar os seus textos"!
Mas eles nunca me pertenceram
Sim, vieram por mim, mas como filhos, não são meus
Mas está tudo lá, legalmente registrado e batizado, caso ainda reste alguma dúvida entre nossa familiaridade
Mas se isso ainda não basta, eu digo: Basta!
Podem levar! Não quero nada!
Porque se guardar, me enveneno..
E de que me servirá o veneno, estando morto?
E se ainda assim, nada mais restar...
Me resta escrever tudo novo, tudo de novo,...
O que escrevi, não me importa. Passou!
O que escreverei sim, ainda nem começou...
Quero doar tudo
Não levarei nada com a morte
Que pelo menos minhas palavras, vivam
Se um dia, pensar em publicar um livro
Pode ser que nada seja inédito
Mas nada é novo para mim
E se alguém ainda lembrar do que foi escrito (o que duvido)
Talvez, encontre em minhas linhas, novo sentido
Porque até meus sentimentos mudaram
E a mesma frase, nunca é igual em dois momentos distintos
Mas sempre me dizem: "podem roubar os seus textos"!
Mas eles nunca me pertenceram
Sim, vieram por mim, mas como filhos, não são meus
Mas está tudo lá, legalmente registrado e batizado, caso ainda reste alguma dúvida entre nossa familiaridade
Mas se isso ainda não basta, eu digo: Basta!
Podem levar! Não quero nada!
Porque se guardar, me enveneno..
E de que me servirá o veneno, estando morto?
E se ainda assim, nada mais restar...
Me resta escrever tudo novo, tudo de novo,...
O que escrevi, não me importa. Passou!
O que escreverei sim, ainda nem começou...
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