sábado, 29 de dezembro de 2018

Quando...


“Digitando” o que vai apagar
“Visualizado” o que não vai ver
Reage sem se importar
Emoticon sem emoção
E story? Sorry! Não era uma história
Segue, mas não acompanha
Solicita amizade, mas que não seja amigo
Muda de status, mas não muda o coração
Compartilha o que não partilha
Marca sem deixar impressão
Bloqueia para para não ter contato
Falta de tato
Por ter muitos contatos na lista (descartáveis)
Razão online de sentimentos offline
Internet na contramão
De não ter tempo para nada
E perder tempo com tudo
Wi-fi que se conecta no ar
Almas desconectadas na terra

Um pouco de loucura?





É estranho pedir isso, mas poderia devolver minha insanidade? 
Não sei se quero ser lúcido em um mundo anormal. Um mundo que se envergonha da tristeza, que esconde suas lágrimas ou que exalta o sorriso, mesmo que não seja real. Não gosto desse lance morno, sem entrega e intensidade, que se compraz na aprovação  de estar "bem". Essa apatia que chamam de normalidade, mas que eu não sinto nada, nem que estou vivo. Mesmo na pior das dores, sinto alguma coisa. Não sentir é nulidade! É como saber que não existimos e que a realidade é ilusão! As pessoas não bebem para esquecer? Então me devolve o cálice da minha loucura. Prefiro me embriagar da arte do que sinto à ser sóbrio no desamor das aparências.

A loucura e a Psicanálise


É preciso ir a fundo nos preconceitos para desfazê-los e diante disso pergunto: Porque quem faz análise, ainda sofre a estigma de louco?
Para entender essa questão é preciso voltar na história, mais precisamente, na origem da psicanálise. A psicanálise é uma ciência relativamente recente em seu embasamento e nasceu próximo à um dos períodos mais conturbados da humanidade, as Guerras Mundiais.
Até então, não havia diagnósticos precisos para causas da mente e quase tudo era classificado como histeria/loucura. Ignorando a complexidade da mente, não se pretendia chegar às causas de tais dificuldades e todo "paciente" era submetido à internação em clínicas, que mais pareciam prisões. Subjugados à tratamentos dolorosos como choques elétricos, drogas pesadas e outras torturas. Muito provavelmente, mesmo sem ser louco, sairia realmente louco (embora dificilmente alguém saísse).
E é neste contexto que nasce este preconceito de "quem faz análise é louco". Algo que vem sendo repetido à séculos, sem nem buscar fundamentos para isso. A psicanálise, justamente insere a mente como catalisadora de todos nossos processos. Afinal, toda consequência, precisa de uma origem...E entender o funcionamento dos pensamentos, ajuda a direcionar as ações e atitudes. A psicanálise é um instrumento, antes de tudo, de autoconhecimento. Ela ajuda a costurar os inúmeros tecidos de lembranças e vivências perdidas dentro de nós e dar sentido e direção à elas, preenchendo lacunas internas, exatamente como a desfragmentação de um computador. (Toda invenção segue a imagem e semelhança dos processos humanos)
Logo, ninguém é louco por procurar ajuda profissional, alguém que auxilie a nos olhar de fora. É um ato de coragem olhar para dentro de si mesmo. A loucura do mundo começa na negação e na refutação de tudo que não entende. Repetindo chavões e preconceitos, sem nem saber como começaram, mas que mantém a ignorância e a permanência das pessoas em uma falsa zona de conforto.
Se o mundo está tão desestruturado, é porque o homem ainda não aprendeu a interiorização, atribuindo tudo como fator externo em que ninguém tem participação. Todos reagem, não agem! Felizmente, para isso, há solução: psicanálise!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O homem sem a mulher


Não gosto de ser sexista até porque acredito plenamente que a alma humana vá além de gênero. Mas pensando em coisas do cotidiano, constato que o homem sem a mulher é brega. Como assim?
Me desculpem meus companheiros de cromossomo Y, mas a grande verdade da natureza, é que a mulher nasceu para ser
a evolução do homem. E talvez, a prova disso é que a cada dia, nasçam mais mulheres do que homens. Seleção Natural?
Não sabemos, mas o fato é que podemos ser os próximos a entrar em extinção.
Enquanto nossa visão é limitada nas cores da extremidade, a mulher vê toda a transição e matizes de cores possíveis. Tanto que graças a elas, não existe só um azul, mas azul bebê, azul piscina, etc...E isso talvez explique as combinações estranhas de roupas que por vezes fazemos. Por mais independente que seja o homem, o seu poder de escolha sem uma mulher, é quase uma rede de rádio AM, pega mal e com chiado.
Ainda que a modernidade nos obrigue a fazer muitas coisas ao mesmo tempo, a mulher naturalmente desenvolveu essa capacidade desde sua origem. O homem caçava, comia e dormia...A mulher colhia, cuidava dos filhos, preparava a alimentação, liderava as aldeias (já que os homens viviam
ausentes) e se existisse esmalte naquela época, certamente ainda fariam as unhas e dariam um nome criativo a esse esmalte: Idade da Pedra (Para nós algo próximo ao cinza).
Por sinal, "50 tons de cinza" foi escrito por uma mulher e desde então, uma enxurrada de "dominadores" surgiram. Falta de criatividade? A própria sexualidade que os homens se orgulham tanto de exaltar socialmente, a mulher já dava aulas e tinha phD sem precisar nunca ter feito disso uma questão de mérito.
É meus amigos, não me levem a mal, não estou nos traindo, apenas sendo realista, que sem elas, somos muito menos do que poderíamos ser.
A mulher foi a precursora de quase tudo.. Desde a famigerada maçã do CONHECIMENTO (a primeira escolha realizada) à quebra dos costumes e do rigor de pensamento, o que levou muitas a fogueira por bruxaria. Traço estranho da humanidade, sempre eliminou o que não entendia ou era diferente.
O mundo sempre foi muito atrasado para elas. Nós éramos relógios de corda, enquanto elas já eram smartphones. Nos enforcamos na própria corda.
Não é atrás de um grande homem que existe uma grande mulher, porque se for grande homem, ela virá ao lado ou até na frente, porque será capaz de reconhecer que sem ela, há uma grande falta.
Voltando as nossas breguices, você pensa que arrasa dividindo o cabelo, ai vem uma mulher, bagunça todo ele e diz que está ótimo. O homem dividiu, o que a mulher mistura!
Esse texto não é feminista, político, nem mesmo uma retratação histórica, ainda que merecesse. É só a constatação da longa caminhada que precisamos fazer.
E não digo apenas da sensibilização ou emotividade, mas uma necessidade cada vez maior de equilibrar os extremos. É chegado o momento de acharmos um caminho do meio, não mais dividido como o cabelo: "misturado".
E aí, a frase do Victor Hugo, enfim poderá ser reescrita: "O homem está onde termina a terra e a mulher onde começa o céu". Que sejamos merecedores de asas para poder enfim, voar com elas.

Estranhos Conhecidos


Fomos conhecidos até que o tempo nos fizesse estranhos. Mudamos sem perceber e a necessidade de estar perto virasse a falta de jeito de uma aproximação. Antes não queríamos que o tempo passasse, mas ele passou tanto que já não nos reconhecemos. Uma intimidade tão formal, que hoje, nos toleramos em uma tentativa de preservar uma lembrança que não existe mais.
Guardar o que não mais se aguarda.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Graça





Escrevo para dizer
Que só me atrevo
Porque a amo 
Você é trevo da sorte
Forte desejo 
Da sua boca em mim
Sim, quando me toca
É divina revelação
Paraíso sobre a pele
Devora em bençãos
E  não penso em mais nada
Tudo acaba no prazer
De estar ao seu lado
E querer que o tempo
Fique parado
Você faz o mundo ter graça
Graças aos céus! 
Você é anja enviada
Anja não se define, se sente!
E eu a sinto onde estiver
E se puder, me guarde em suas asas

in (TER) pret (AÇÃO)



ch(ORO)
su(FOCO)
a(DOR)ar
(FE)rida
desist(IR)
(AMAR)gura

A tristeza e a alegria andam juntas. É você que escolhe como quer ler a vida!

Leitura
Ler Cura

Celebridades


Com tanta gente importante
Parece que ninguém mais importa
Tudo é status, mas falta tato
Fachada de quem se acha na vida
Ainda que na morte sejamos iguais
Uma imagem indiferente
Se não for pop, não é gente
Melhor ser fake, não precisa se preocupar com “takes”(tomadas)
Ninguém conhece mesmo
(Mesmo quando pensa conhecer)
Recorta um rosto e cola aí
Faz parecer cena de filme
Para platéia assistir
Quer saber?
Melhor ver Netflix
Não tem glamour
Mas escolhe o que vai ver

Ridículo


Acho estranho quando alguém olha para um casal e diz “que ridículo”.
Talvez porque em algum momento já tenha feito parte desse time
Até perceber que ridículo não era o amor, mas ele expor que eu estava sozinho. Esfregar na minha cara, a pobreza de emoções. Mas o amor não se importa com o que acham, ele já achou o que importa: o próprio amor! E problema do que pensam, porque o amor faz careta junto sim! Careta é quem se leva muito a sério! O amor é brindado em todo lugar, porque celebra-lo é mante-lo vivo! O amor transparece até uma certa inocência, porque ele devolve a segurança diante das nossas descrenças. O amor não quer ser perfeito, ele é o que é! Perfeição é a ilusão de quem abraça o intocável! O amor dá o que tem e faz qualquer pouco parecer muito. Hoje faço parte do outro lado, porque amo também (mesmo sozinho). E por isso mesmo, não temo ser ridículo (ainda que alguns me achem assim)! Exponho o que sinto em tudo que escrevo. Mostro minhas caretas, meus lugares, minhas imperfeições e o que mais passar dentro de mim.
Não, o amor efetivamente não é ridículo, ele afetivamente é o melhor que há em si. Ridículo mesmo, sozinho ou acompanhado, é não amar.

domingo, 8 de julho de 2018

Compro ouro

Compra ouro
Diz que é prata
Mas paga só o valor do bronze

Quantos relacionamentos são assim?

Rebaixam para exaltar
Não valorizam só para levar
Pois sabe
Que quem vende no desespero
Aceita qualquer preço
E passa mesmo a acreditar
Que desapego é grande negócio
Mesmo que junto vá
Um pedaço do coração