sábado, 16 de maio de 2015

Frase: A escrita



"A arte de escrever é transcendental e uma auto-análise. A escolha de uma palavra resume milhares de pensamentos, enquanto a fantasia transporta a imaginação para esferas além da realidade."

Frase: Juventude


"Na juventude, tudo se transforma tão rápido, que toda novidade, logo envelhece"

Linhas Tortas


Como é difícil falar de sentimentos que tentamos sufocar
De suspirar fundo e deixar o momento só focar
Em pensamentos que se organizem, 
Em palavras que amenizem em poesia
A poesia que no amor há
Neste clamor incontido e rebelado
Pela vida tida e cada pessoa ao lado
Na nostalgia com ardor 
Ou na apologia ao ar da dor
Transparecer entregue, sem perecer
Parecer que se ergue ao aparecer
Em querer conversar por um segundo
Se o tempo para versar não faltasse a todo mundo
Tentando escrever palavras em retidão
Ao rever as linhas tortas que te dão

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Ser ou não ser?

Não sei o que sou,
Mas ainda assim, tento ser
Talvez nem tudo que eu queira
Ou ainda o que possa ser

Não sei o que sou,
Mas simplesmente sou
A mente simples de ser
Ou um ser de uma mente simples

Não sei o que sou,
Mas vivo para ser
A paz de um amor
Ou o amor pela paz

Não sei o que sou,
Ou talvez até saiba
Sou parte de um todo
Ou o todo de uma parte

domingo, 10 de maio de 2015

Vida Escrita


Escrevi para externar sentimentos, motivar a interiorização de pensamentos e trocar reflexões.
Um texto sem leitura é silêncio. Uma leitura sem reflexão são palavras. Palavras sem sentimento se dispersam. Se quer sentir o mundo, sonhe. Se quer refletir sobre ele, leia. se quer conhecê-lo, viva!

Canção do Exílio Virtual (Homenagem ao Gonçalves Dias)


O meu post tem palmeiras
Onde as teclas cantam como um sabiá

Os pensamentos que lá gorjeiam
Também gorjeiam do lado de cá

Na internet há muitas estrelas
Tudo parece ter mais flores
Os diálogos tem mais vida
E as publicações com mais amores

Em cismar, sozinho, ao dia
Mais prazer encontro eu lá
Minha tela tem palmeiras
Onde as teclas cantam como um sabiá

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte a "compartilhar"
Sem que "curta" os primores
Que não encontro por cá
Sem que ainda aviste as palmeiras
Onde as teclas cantam como um sabiá

Homenagem às mães II


Um dia para celebrar a grande mulher que divide seu corpo com um ser e que mesmo sem vê-lo, ama-o infinitamente!
Nutre e admira cada dia da sua existência e mesmo com um pouco de desconforto pelo peso da barriga, carrega-o com um enorme sorriso.
Alias suprime a própria dor para vê-lo nascer. Porque tem o maior de todos anestésicos e felicidade, o amor!
Desperta mil vezes durante a noite para zelar e dispor cuidado, ainda assim preservando-se sempre bela no próximo dia, como se não tivesse feito o menor esforço.
Renuncia com facilidade e desprendimento se for para ver seu filho receber o que deseja! Muitas vezes, desperta do sonho para que seu filho possa sonhar!
Tudo compreende, apesar de algumas vezes lidar com ingratidões. Tudo aceita, apesar de ser negada algumas vezes.
Deixa de dormir e sair para que seus filhos fiquem despertos em suas festas. Como uma guardiã que assegura a segurança.
Nada deixa faltar e nunca se faz ausente. Mesmo longe, acompanha no horizonte o voo de seus filhos.
Mas encontra toda recompensa em um abraço e na mesma palavra tão pequena, que a conduziu até aqui: amor.
Mas não posso ser injusto, homenageando as mães, pelo meu maior espelho, a minha! Tantas são as mães do mundo!
Aqueles que adotam uma criança.
Os homens (pães) que muitas vezes assumem tal papel com a força e coragem de um leão.
As tias e avós que assumem o cuidado de uma criança na ausência dos pais.
As mulheres que sonham e esperam pelo dia que também serão uma mãe.
Aqueles que na impossibilidade de terem filhos, ajudaram tantas outras famílias.
E mesmo àquelas que partiram, mas cuja lembrança não permite que sejam esquecidas jamais!
E se nenhuma dessas palavras fizerem jus a este dia, que possamos pensar que mãe, mais do que um "sindicato organizado" ou um "conceito" é também um estado de espirito de quem é capaz de se doar, dedicar e cuidar para que desabrochem as flores do mundo.
Se o dito popular diz: "Mãe só muda de endereço" e " ser mãe é padecer no paraíso". Logo o endereço de toda mãe é o paraíso.

Consulta Médica


Na noite anterior, lá estava ele, cercado por um castelo de exames, imaginando o que levar. 
Mais parecia um advogado preparando sua argumentação, cercado por recursos, que no caso, defendiam a si próprio.
Tentando recordar de todos os eventos ocorridos, no último século, desde que o homem pisou na lua para entender o que se passava no atual momento do seu corpo. 
Assim adormeceu, apoiando a cabeça no travesseiro de cadernetas de vacinação,laudos, tomografias, ressonâncias... e sonhando
o sono dos justos ou melhor dos "pacientes".
Acordou de sobressalto, atrasado e impaciente. Não deveria ter tomado aquele ansiolítico para um descanso tranquilo, que mais parecia um dardo para dopar elefantes. Neste momento, estava mais ansioso do que antes do tratamento.
E assim na pressa, toda a organização, desmoronou como um castelo de areia. Levou a primeira coisa que viu, ou melhor, que não viu.
Mas por precaução havia enviado tudo por e-mail.
Chegou na galeria, agora com novo sintoma, falta de ar, por ter corrido quase uma maratona para ali estar há tempo. Aliás dois sintomas:
cegueira momentânea também, porque não encontrava de jeito nenhum a portaria.
Enfim, após transitar por todas as escadas rolantes possíveis, enfim chegou!
Ao tocar a campainha, a médica abriu a porta com seu primeiro diagnóstico: "Você está pálido, com taquicardia e ofegante! "
Me sentia muito
melhor agora...
E continuou: - "Trouxe seus exames?"
Abri a pasta com um ar de vitória de quem sabia bem o que fazia. Mas gradualmente, percebi que meu pai, havia retirado os exames dos envelopes e substituído por um mar de recibos, que mais interessariam a um contador. Naquele momento, descobri que também havia adquirido a depressão.
Mas espere! Ele havia enviado por e-mail! E logo, se posicionou recobrando a razão.
Quando ela, como um oráculo, se adiantou: - "Recebi uma mensagem sua, mas não veio nenhum anexo"
Neste momento, uma sudorese e tremor, percorriam todo o corpo. E com as mãos trêmulas, ele desesperadamente tocava a tela do celular, na última esperança de que tivesse qualquer relato médico seu nas redes sociais...mas só havia eventos, bichos, piadas,... Definitivamente, não era engraçado!
- "Dra. posso relatar tudo que venho sentindo e enviar posteriormente? - Rubro perguntou.
E com um olhar analítico de quem inquiria até a alma, respondeu monossilabicamente: "Certamente, prossiga"
- "Então Dra., meu corpo resolveu imitar o dono: indeciso. Ele não sabe se escolhe: uma urticária crônica, uma gastrite aguda ou cefaleia persistente. Tudo se manifesta ao mesmo tempo, não necessariamente nesta ordem."- Murmurou cabisbaixo.
Ela, por sua vez, parecia incorporada por algum espirito, posicionou a mão na testa e começou a escrever páginas e páginas de um receituário. E certamente, recebia, a "entidade" de algum médico, porque não dava para entender uma palavra do que escrevia.
Já de volta a consciência, como uma tradutora, iniciou as explicações: "Peço que faça essa lista de 100 exames (Será que ele havia dito a ela, que desmaiava tirando sangue?), um mineralograma da unha do dedo mindinho do pé, exames de imagens que serão enviados para um clínica especializada de um monge no Nepal,etc...
Neste momento, ele começou a ter uma crise de identidade: se sentia algum roedor, cobaia em um laboratório, tentando desvendar a cura do Ebola.
E ela continuou: "Vou pedir que tome essas medicações". E uma nova lista, que parecia o velho e o novo testamento reunidos, surgiu!
E como uma propaganda do Polishop, com o primeiro sorriso que abriu, disse: "E não é só, também quero que manipule essas substâncias. E lhe darei essas "fantásticas" amostras grátis (que de fato eram amostras, já que uma caixa não tinha mais do que 2 ou 3 comprimidos).
Realmente, saia do consultório, se sentindo um pouco menos saudável do que quando chegou. Alias descobriu que tinha coisas em seu organismo que nunca imaginou como
colônias planetárias bacterianas, que coexistiam harmoniosamente com sua existência.
Já era tarde quando saiu e para sua felicidade, chovia.
Ele abriu sua mochila e demorou a encontrar seu guarda-chuva, oculto por caixas de Omega3, anti-alérgicos, Vitaminas A,B,C,D,E,F,G...aliás já estava todo molhado, quando
finalmente conseguiu.
Enfim, chegou em casa e relatando tudo que havia ocorrido para sua mãe, finalmente concluiu: "Mãe, sabe aquele presente que você queria me dar de aniversário? Podemos substituir
por remédios?"E naquele instante, se sentiu melhor e curado.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Desconfiança Feminina


Após um dia árduo, ele coloca a chave na porta e a destranca...
Surpreendentemente, tudo está escuro e sentada no sofá, uma sombra...
Imóvel, estática, rígida e com a respiração pesada...
Com um tom fantasmagórico, ela diz: Quem é a "fulana"?
E a luz do abajur se acende, demarcando com luz e sombras, um olhar desafiador...

O coração dele acelera, sem entender o que se passa e com as pernas trêmulas responde: Não sei!
No que então é retrucado: "Como não sabe? Não sei, não é resposta. A fulana que curtiu o seu perfil na rede social."

Neste momento, ele mal sabe quem ele é. E numa tentativa de entender o que está acontecendo, devolve a pergunta: "Que fulana?"

Eis que com o rosto imponente, se ergue como se fosse fazer grandes revelações, mas apenas repete a frase: "A fulana que curtiu seu perfil. E não venha me dizer que não sabe! Revirei seu histórico escolar, seus extratos de cartão de crédito, vi todas as redes sociais (incluindo as dos amigos de seus amigos) e ela não aparece em nenhuma. Então me diga você, quem ela é?"

Ele estava se sentindo no livro "O processo" de Kafka, sendo condenado antecipadamente por um crime, que nem ele mesmo sabia que havia cometido. E se não bastasse isso, em um impulso, ela segura seus pulsos com força, como um polígrafo humano a avaliar todas as impressões sensoriais que ele poderia vir a ter. 

"Deve ser uma desconhecida, que se interessou por algo que por ventura postei.Mas não sei quem é e também não tem significado algum" - Na resposta mais verdadeira e sincera que existia. 
E se ele achava que o pior havia passado, ela iniciou a frase com o nome próprio do mesmo, sem apelidos. "E o que você fará a respeito disso?" - Disse ela.

"Posso excluir, sem problema algum! Não é algo relevante!" - Voltando a respirar, como se pudesse retomar a tranquilidade.

-Ela: " Excluir?? Você está querendo esconder alguma coisa??"
-Ele: Então deixa a curtida lá e ignoramos isso!
-Ela: "Deixar?? Você está querendo manter algum vínculo??"
-Ele: "Amor, você não está sendo ponderada! O que quer que eu faça?"
-Ela: "Não sou eu que deveria lhe dizer. Mas quero que entre em contato com ela e avise que está proibida de enviar qualquer mensagem. Reforçando claramente que tem uma relação estável"
-Ele: "Você quer que eu faça a nossa biografia para uma estranha?"
-Ela: "Apenas faça"

E sem vacilar, sob supervisão atenta dela, ele faz um memorial descritivo de 20000 caracteres, apenas desejando o direito da última vontade de um condenado: "A paz eterna"
E ao dar aquele "clique" derradeiro. Ela acende a luz, o rosto agora com um belo sorriso de orelha a orelha. Como se nada tivesse acontecido, ela diz: "Amor, você viu o comentário lindo que
sua mãe fez?"

Enfim, tudo parecia normalizado. Ambos namoraram pelo resto da noite como nos primeiros dias. Deitaram e iriam sonhar...Quando as 3:30 da manhã, o abajur acende e ela pergunta: "Mas quem é a fulana?"

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Alma de um verso


Vagava distante da matéria
Divagava de forma quase etérea
Com a leveza de pensamentos ternos
Na sutileza de momentos eternos

Conversando com minha alma
Versando em linhas calmas
A beleza do Universo 
Na linha de um uno verso

No encontro de minhas partes
no encanto do mundo à parte
Na relação do amor e da vida
Na ilação da dor e da ida

E em cada novo passo
A nota de um breve compasso
Que ressoando no coração
Ecoa uma cor e som

Este sou eu enfim
Tentando encontrar um fim
Que me leve sem adereço
Que me eleve ao recomeço

Das incertezas quase certas
Das certezas ainda incertas